Presidente da empresa organizadora do Festival Promessas divulga carta aberta falando sobre a motivação e resultados do evento. Leia na íntegra

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O Troféu e Festival Promessas são organizados pela empresa GEO Eventos, que é ligada às Organizações Globo, e tem como seu presidente, o executivo Leo Ganem.

Apesar das recentes polêmicas envolvendo a empresa detentora da franquia Promessas e a organizadora da Expocristã, a última edição dos eventos alcançou bastante repercussão entre o público evangélico.

Leo Ganem, presidente da organizadora, divulgou uma carta aberta ao diretor do evento, o ex-produtor do Diante do Trono, Junior Monteiro.

No documento intitulado “Carta Aberta a um amigo evangélico”, Leo revela ter se emocionado durante o evento, e afirma que fica feliz em “poder criar valor transmitindo uma mensagem boa”.

Leo lembra ainda em seu texto que o público evangélico é formado por 30% da população brasileira, que tem na música, um “elemento essencial de integração”.

Confira abaixo, a íntegra da carta aberta de Leo Ganem a Julio Monteiro:

Querido Júnior,

Ontem, quando encerramos o último show do Festival Promessas, caminhei de volta para a área dos camarins. Chegando lá, como sempre acontece depois de um grande evento, me senti drenado de toda energia e desabei em um dos sofás. Pouco depois, começaram a chegar os cantores e cantoras felicíssimos com o número de encerramento, entre eles a Ana Paula que veio na minha direção com aquele sorriso lindo dizendo “ah, você vai ter que se aguentar e levantar daí pra me dar um abraço”. Quem resistiria? Levantei, nos abraçamos, e ela começou a orar. As pessoas foram chegando e nos cercando, você, Gleiser, André, Amauri, Thalles, Fernandinho, o pessoal da produção. Formamos aquele círculo gigante e confesso que apesar do cansaço profundo me senti feliz, emocionado e protegido naquele momento. Você usaria palavras distintas pra descrever essa mesma sensação. Arrisco que seriam: tocado, ungido, abençoado.

Incrivelmente, a escolha de nossas palavras não altera o produto final dos nossos esforços.

Quando me perguntam por que, como executivo, entrei de cabeça no segmento evangélico, tenho muitíssimo cuidado em colocar a verdade e não soar hipócrita. Lidero uma empresa de comunicação e se temos a aspiração de falar com todo o Brasil, precisamos entrar em contato com essa massa de pessoas que hoje chega a 30% da população, e que tem na música um elemento essencial de integração. Mergulhei nesse segmento, para criar valor para o meu acionista, respondo geralmente à tal pergunta. Mas, emendo que fico feliz em poder criar valor transmitindo uma mensagem boa. Além disso, acredito fortemente que esse esforço, meu, teu, de tanta gente há de derrubar preconceitos, aproximar as pessoas e construir um Brasil melhor e mais tolerante.

Sei que do teu lado, o negócio em si tem menos relevância. Fiquei te observando dentro do caminhão da TV, nervosíssimo para que tudo desse certo e depois emocionado quando encerramos o evento – você repetiu dezenas de vezes que aquele era um momento histórico. Esse não é o jeito de quem está simplesmente preocupado com o resultado financeiro de uma empreitada. Impulsionando as tuas ações, você tem essa vontade incrível de tocar o maior número de pessoas com tua fé inabalável.

Incrivelmente, nossos impulsos inicialmente distintos não alteram o produto final dos nossos esforços.

Quando 20 milhões de pessoas assistirem ao especial de TV do nosso festival nesse sábado dia 15, teremos realizado algo essencialmente bom. No final, eu e você acreditamos em fazer o bem ao alcance dos braços e, portanto, talvez não seja tão incrível assim que nossas palavras e impulsos distintos levem a um mesmo fim.

Um forte abraço, do teu amigo
Leo

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


1 COMENTÁRIO

  1. seria cômico se não fosse tragico. esse texto é uma prova cabal de como as pessoas estão iludidas e enganadas. se vermos alguns detalhes veremos que:
    1. a motivação: “mergulhei neste segmento para dar valor ao nosso acionista”
    2. o fim: todo mundo sabe e pode ver na transmissão que assisti na TV que os artistas estavam ali mais mostrando o show do que evangelizando (e dizer que isto não é só negócio é muito mais que ser hipócrita é ser indecente), no final não se falou de Jesus, se falou dos números, do quanto o mercado evangelico vende, essas coisas.
    3. a preocupação: ver nos intervalos a propaganda do Juanribe Pagliarin e do Robson Rodovalho (tirei dos nomes o pastor – isto só deve ser usado por quem merece e faz a obra sem se vender ao sistema capitalista) me fez refletir em quanto perdido está o mercado gospel cristão.
    4. esta carta tem um só objetivo: endeusar o tal Junior Monteiro, que diga-se de passagem não faz parte do mercado gospel chegou agora e com uma arrogância sem tamanho, querendo excluir as pessoas, rivalizar com quem já está no mercado tem anos.
    5. porque ao invés de investir 80mil em cada propaganda não compraram com esta grana cestas basicas para distribuir aos pobres, quem bancou o festival promessas foi a prefeitura de SP, fizeram tudo com o dinheiro do povo! será que ninguém vê isso?
    6. outra coisa: todo mundo sabe que a Globo sempre perseguiu e tem precopnceito com os evangelicos, este tal de Leo (é o Leo Jaime do Amor e Sexo?!? rsrs) é um grosso, fui lá no lançamento da FIC a feira internacional cristã que a Geo tá fazendo e vi ele falando um monte de coisas sem sentido, que o povo evangelico é 30% da populacao e é um povo como qualquer outro.
    7. como pode Deus abençoar algo mentiroso? é um bando de gente querendo se aproveitar do povo de Deus, um bando de pastores que para aparecer na Globo estão vendendo o evangelho de Cristo em nome de suas vaidades (estes pastores não me representam)
    quer saber? fico triste de ver a palavra de Deus sendo jogada no lixo por esta gente hipócrita e desestruturada espiritualmente.

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